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Alzheimer

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Tratamento

O tratamento atual de pacientes com doença de Alzheimer visa a manutenção de qualidade de vida, melhorando a função e a independência, minimizando as perdas cognitivas e tratando as alterações de humor e comportamento.

A abordagem do tratamento deve ser global, e dentro do possível, multi-profissional e multidisciplinar, e deve incorporar: tratamento não- farmacológico e tratamento farmacológico.

A equipe multi-profissional / multidisciplinar deve ser coordenada pelo profissional mais diretamente envolvido na avaliação e tratamento desse paciente, em geral atribuído ao medico. Pode envolver um enfermeiro, uma equipe de fisioterapeutas, psicólogos ou fonoaudiólogos, alem de nutricionistas e farmacêuticos.

Tratamento farmacológico: podemos dividir em duas áreas de atuação, mas que acontecem paralelamente. Inibidores de aceticolinesterase (IAChE): todos as medicações dessa classe melhoram a função cognitiva e comportamental e retardam a progressão da doença. É importante que o paciente e os familiares tenham expectativas realistas a respeito dos potenciais benefícios da terapia farmacológica, a fim de se evitar falsas expectativas e maiores frustrações.

Estudos diversos vêm sendo desenvolvidos para se avaliar o uso destas substâncias em outros tipos de demência; por exemplo em demência com corpos de Lewy, demência mista ou demência vascular; entretanto a aprovação em nosso meio ocorre apenas para DA.

Para monitorizar a ação e eficácia da droga, há necessidade de constante avaliação do estado mental do paciente, que pode ser realizado por testes de rastreio, como Miniexame do Estado Mental, desenho do relógio, ou baterias neuropsicológicas. A troca de um IAChE para outro pode representar uma alternativa terapêutica, e deve ser considerada com bases regulares de avaliação, e sempre que não existir evidências de efeito terapêutico ou ocorrência de efeitos colaterais intoleráveis.

A seguir os IAChE disponíveis para o tratamento da DA: rivastigmina, donepezila, galantamina. Além disso, para o tratamento da doença de Alzheimer temos um antagonista não competitivo de receptor NMDA do glutamato: a memantina. A memantina é um antagonista de receptores NMDA (glutamatérgicos), portanto com mecanismo de ação diferente dos IAChE. Em dois estudos multicêtricos, randomizados com cerca de 100 pacientes com DA moderada e grave, a droga mostrou eficácia estatisticamente significante no grupo tratado na esfera cognitiva e comportamental, mas principalmente nas funções de atividades de vida diária.

A aprovação para utilização de memantina ocorre para fases moderadamente grave e grave da DA. A utilização de memantina associada com IAChE tem sido uma prática crescente em nosso meio.


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